Alexandre Silva: “Como é possível uma empresa não suportar dois meses sem faturar? Não devia ser… essa é a lição que temos de tirar

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Estado de Emergência é um ciclo de entrevistas rápidas a personalidades das áreas de turismo, hotelaria, restauração e animação em Portugal, sobre o presente e o futuro do sector, tendo em conta todas as alterações geradas pela pandemia de Covid-19.

Estado de Emergência é um ciclo de entrevistas rápidas a personalidades das áreas de turismo, hotelaria, restauração e animação em Portugal, sobre o presente e o futuro do sector, tendo em conta todas as alterações geradas pela pandemia de Covid-19. Hoje, Alexandre Silva, empresário e chef dos restaurantes LOCO (Garfo de Ouro – 2020), FOGO e com um espaço no Mercado Time Out, em Lisboa, reconhece que as “quebras têm sido gigantescas” devido ao encerramento associado aos sucessivos estados de emergência. Com um projeto “Farm to Table” no Craveiral Farmhouse e outro em desenvolvimento na Ericeira, Alexandre Silva deixa, nesta entrevista, um alerta: “É importante ter um plano, saber o que vai acontecer daqui a dois anos, como iremos pagar a dívida, e que restruturação será possível fazer de maneira a sairmos todos a ganhar“.

Estamos em Estado de Emergência, que provavelmente se vai prolongar até à Páscoa. O que representa para si e para o seu negócio ficar encerrado até essa data?
Alexandre Silva – Já assumi que tenho de ficar fechado! Neste momento só quero que isto passe o mais rápido possível e, já que estamos todos a fazer um esforço emocional e financeiro, que seja para atingirmos o melhor resultado. As quebras têm sido gigantescas, principalmente com o investimento feito no Restaurante FOGO. Estarmos fechados é aumentar cada vez mais a nossa dívida. Estamos todos juntos nisto e só com a ajuda de todos iremos colocar um fim. Uma coisa é certa, quando reabrirmos, será melhor reabrir tendo condições para o fazer e não com restrições de horários e fins de semana.

Como tem conseguido sobreviver nestes sucessivos estados de emergência? Recorreu aos apoios do Estado? Se sim, como correu o processo?
Temos feito isso mesmo: sobreviver! São tempos de incerteza que prejudicam em muito as empresas e a nossa não é exceção. Como muitas, tivemos de recorrer aos apoios que foram abertos. Apesar de terem demorado a chegar e sem certeza de nada, foram esses apoios que nos permitiram sobreviver. Mas o problema não é agora, mas sim a longo prazo, quando começarmos a pagar a dívida.

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