Obras obrigam restaurante Solar dos Presuntos a mudar de casa

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O icónico restaurante Solar dos Presuntos, na Rua das Portas de Santo Antão, em Lisboa, vai entrar em obras. Mas a excelência da cozinha tradicional continua a servir-se (em take-away e delivery), a partir da Casa do Marquês, no Prior Velho.

A promessa é de que vão ser apenas quatro meses de obras que vão transformar o Solar dos Presuntos num restaurante mais moderno, elegante e funcional. É uma nova vida que começa, depois de ter aberto portas em 1974 e de se ter tornado num dos mais icónicos e reconhecidos restaurantes da capital, distinguido em 2020, como “Mesa com Mérito”, pelo guia Boa Cama Boa Mesa. O Solar dos Presuntos muda de instalações e passa, a partir de hoje, dia 1 de março, para a Casa do Marquês, no Prior Velho. A mudança, provisória, tem como objetivo não deixar os clientes um único dia sem a possibilidade de levarem para casa os pratos que deram fama ao restaurante.

As obras de remodelação do Solar dos Presuntos começaram há mais de quatro anos. Sendo a cidade de Lisboa uma capital cheia de segredos escondidos debaixo da terra, ao fazerem-se as escavações para alargar o espaço, descobriu-se na Calçada do Lavra uma necrópole romana que pode datar dos séculos II ou III, que guardava um antigo cemitério, o que obrigou a inventariar o achado, impedindo a continuidade das obras. Com a situação finalmente ultrapassada é tempo de avançar, a todo gás, com a prometida remodelação. No último domingo, 28 de fevereiro, serviram-se as últimas doses de Cozido à Minhota no espaço original. A partir de agora, a morada passa a ser outra: a da Casa do Marquês, (Avenida Severiano Falcão, 17, Prior Velho. Tel. 210 533 6539). A qualidade é a de sempre.

Quando reabrir, espera Pedro Cardoso, gerente do Solar dos Presuntos, “vamos ter uma das melhores cozinhas da cidade, com mais de 250 metros quadrados, uma nova garrafeira e uma remodelação completa do primeiro piso”. Por cima da cozinha ficará um terraço com a mesma dimensão, que irá contar com um painel de arte urbana, cujas negociações ainda estão a decorrer, e que, garante Pedro Cardoso, “será uma surpresa total”. Na zona debaixo da cozinha nasce uma garrafeira de igual dimensão, refrigerada e funcional, para albergar o espólio vínico da casa.

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