Queijo da serra ou da Estrela? Descubra as diferenças e compre online nestas feiras virtuais

A experimentar

Feito à mão segundo rituais ancestrais, da frescura da Estela os melhores queijos viajam este ano diretamente para sua casa pelas mãos de perto de 100 produtores.

É o resultado de séculos de tradição. Tudo começa nos pastos abundantes e no ar puro que marca o dia a dia tranquilo das ovelhas de raça Bordaleira da Serra da Estrela ou Churra Mondegueira. Ao ar livre, a frescura dos pastos serranos dá origem a um leite único que mãos hábeis e cheias de experiência transformam no mais desejado dos queijos.

Certificado pela origem protegida, o queijo da Serra da Estrela DOP segue métodos e técnicas ancestrais resultando num sabor e texturas únicas que fazem, há séculos, as delícias dos palatos rurais e urbanos. A mesma viagem da montanha para a cidade voltam a fazer neste ano incomum em que as Feiras do Queijo das principais regiões produtoras acontecem em formato virtual e asseguram sabor, qualidade e diversidade à distância de um clique.

Velho, amanteigado, apimentado ou curado, mas sempre intenso, cheio de sabor. Conheça as suas caraterísticas, as origens e onde pode encomendar os melhores queijos diretamente do produtor.

 

Uma longa viagem até Lisboa
É considerado o mais antigo dos queijos portugueses, com referências à sua elaboração a remontarem à ocupação romana.
Na Idade Média, Gil Vicente referia-se a ele e, em 1287, nasceu a primeira queijaria, em Celorico da Beira, mandada construir pelo Rei Dom Diniz.
Não só o sabor peculiar era a sua fonte de fama, já que por representava uma nutritiva e duradoura fonte alimentar, era utilizado pelos grandes exploradores durante as suas viagens, assinala a página dedicada ao Queijo da Serra DOP.
Apesar da longevidade, a fama deste alimento pleno de caraterísticas únicas só alcançou as cidades de Lisboa e Porto ocrria o ano de 1885, altura em que a sua fama aumentou consideravelmente, mantendo-se em alta até aos dias de hoje.

A diferença está na origem
Esta é a altura de maior produção de leite das ovelhas da Estrela, em que os animais podem dar 20 a 30 litros diários, a chamada Época do Alavão, que decorre entre outubro e maio. É, por isso, a melhor altura para se deliciar com estes sabores intensos cuja consistência e sabor variam consoante o tempo de maturação.
Para ser certificado com DOP (Denominação de Origem Protegida) o Queijo Serra da Estrela segue procedimentos particulares. Nasce da junção do leite das ovelhas criadas na Serra, que por ali pastam livremente. Todos os dias são ordenhadas manualmente. Depois, ao leito, que deve ser trabalhado até 24 horas após a ordenha, junta-se apenas flor de cardo, um coalho natural – e sal. A massa é trabalhada por mãos habilidosas, que seguem as técnicas ancestrais de manusear o queijo e retirar o soro até que fique com a consistência ideal, apurada ao longo dos tempos. Aqui, nada se perde: o soro há-de dar origem ao requeijão.

Depois de trabalhado manualmente, o queijo vai a curar. E aqui há mais especificidades: Se resultar demasiado amanteigado, não pode ser comercializado com certificação. O mesmo para os casos em que a origem do leite é desconhecida. Nestes casos, trata-se apenas de queijo da serra.

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