Rentabilidade do take away e entregas é “praticamente nula”, diz a AHRESP

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Associação que representa as empresas de hotelaria e restauração já propôs ao Governo a criação de um mecanismo único de acesso aos apoios, mas ainda não obteve resposta.

A secretária-geral da AHRESP, Ana Jacinto, afirmou que a rentabilidade do take away e entregas ao domicílio é “praticamente nula” para restaurantes que aderiram recentemente e uma das razões são as comissões elevadas das plataformas.

Em entrevista à agência Lusa, a responsável da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) defendeu que as empresas “vão trabalhando, porque precisam de trabalhar”, mas quando chegam ao final do mês percebem que “a rentabilidade das vendas é praticamente nula no que diz respeito ao take away e ao delivery [entregas ao domicílio]”.

“No que diz respeito ao delivery e às comissões, que são elevadíssimas e que acabam por não tornar os negócios rentáveis, não é a salvação para nenhuma empresa, mas acabam por ir facturando alguma coisa, para manter os trabalhadores e a rotina de trabalho, para a operação não parar totalmente” afirmou Ana Jacinto.

A secretária-geral da AHRESP disse que, à excepção de empresas que já tinham como ramo de actividade básica o take away ou as entregas ao domicílio (delivery) antes da pandemia, as que aproveitaram estas modalidades para fazer face às restrições impostas para conter a covid-19 “enfrentam várias dificuldades”.

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