Do Douro ou do Algarve, a laranja é sinónimo de Portugal no Mundo e vitamina para muitas histórias

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Singularidades do citrino português: Conheça as particularidades da laranja nacional e a história de como um fruto singelo se torna sinónimo de Portugal no Mundo.

Que mistérios pode esconder uma laranja? Mais conhecida, a do Algarve, resiliente, a do Douro, especial a de Amares, extensa, a do Alentejo. Laranja é fruta de inverno, fonte de vitaminas para o corpo e ainda e de muitas histórias que atravessam os séculos e levam Portugal além fronteiras.

 

 

Cresce virada ao sol, e é o calor da estrela que lhe confere a doçura desejada. Por isso, no Algarve, onde vive a versão mais célebre da laranja portuguesa, é doce, carnuda e sumarenta. Mas o fruto não é endógeno do país. Antes de chegar à Europa, trazida pelos portugueses durante os Descobrimentos, no séc. XVI, era produzida apenas a Oriente.

Mas a viagem do citrino para Portugal, onde encontrou clima mediterrânico propício para se desenvolver, e daqui para os muitos países, através da Rota das Índias tornou o nome Portugal sinónimo de laranja em vários países do Mundo. Na Turquia (portakal), na Grécia (portokalia), na Roménia (portocal) ou na Bulgária (portokal); em diversos países de língua árabe (bortuqal ou burtuqálum), ou farsi (persa), como o Irão (porthegal), a mesma palavra usada para designar Portugal significa também “laranja”.

 

Onde haja sol, do Algarve ao Minho
Para além deste lado “cosmopolita”, a laranja, que está longe de ser exclusiva de Portugal – na verdade é o citrino mais produzido no Mundo – tem história rica também dentro de portas. Cada região com caraterísticas e identidade própria, assim são também as laranjas que ali crescem.

No Algarve é o sol abundante e os solos calcários que fazem da região uma das mais abundantes – e conhecidas – para a produção de laranja. O clima tão propício oferece dois picos de produção em dezembro/janeiro e em junho/julho.

No Douro o cultivo da laranja estende-se por vários locais, sempre solarengos e abrigados do vento. Particularmente em Baião, as laranjas da Pala foram até alvo da pena de escritores como Eça de Queiroz e Alves Redol. Este último sobre elas escreveu que “São como bolas de ouro postas nas árvores para uma lenda de fadas. (…) E os homens vivem tanto delas que lhes fizeram um monumento vivo – uma laranjeira envolvida por um banco de pedra…”.

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