As duas faces de 2020: Más recordações, bons vinhos

A experimentar

Mesmo num ano em que passou por angústias e desafios tremendos, o setor dos vinhos não deixou de proporcionar grandes provas – como é o caso destes três vinhos. A opinião do crítico gastronómico da VISÃO Se7e, Manuel Gonçalves da Silva

Apesar da crise, em 2020 foram lançados no mercado muitos e bons vinhos. Pena foi que tantos outros tenham ficado por apresentar, devido aos constrangimentos a que os respetivos produtores se viram sujeitos. Quer isto dizer que o ano de 2020 teria sido excecional, no que respeita à oferta de novos vinhos, caso o mercado funcionasse normalmente, o que não aconteceu. Resta-nos o consolo de saber que mais vinhos estão prestes a aparecer com a garantia de haver boas surpresas.

Entretanto, contentemo-nos com os que pudemos provar em 2020 – muitos e bons, repetimos –, de todas as regiões e com os mais variados tipos, estilos e preços. Sirvam de exemplo estes: Costa Boal Homenagem Grande Reserva 2015, vinho branco sofisticado, do Douro; Adega de Penalva Bical 2019, outro branco, monocasta, trabalhado com grande rigor, do Dão; Quinta do Gradil Tannat Regional Lisboa 2018, também de uma só casta, mas tinta, da região de Lisboa.

Sobre o branco Costa Boal, vale a pena reter duas notas: é um vinho novo, com estrutura, acidez viva e óbvia capacidade de envelhecimento que lhe asseguram grande longevidade e entrada certa na galeria dos grandes vinhos. Constitui, juntamente com o tinto Costa Boal Homenagem 2011, lançado nos fins de 2019, a dupla de topo de gama do produtor. São dignos tributos a seu pai, Augusto Boal, viticultor do Douro durante a vida inteira.

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